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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Reclamação do Hospital Santa Virgínia

Quero me desculpar com minhas leitoras sobre a carta de reclamação publicada, mas acredito que o blog também é um meio de comunicação e nesse caso o nosso direito, lactantes e mamães, não foi cumprido.
Essa carta foi enviada ao Hospital já citado, aos principais meios de comunicação e aos órgãos competentes. Eu acredito que só assim conseguiremos um pouco de dignidade, infelizmente é preciso lutar pelos nosso direitos, ficar quieto é aceitar esse tipo de atitude.
Em breve volto com mais novidades.

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Venho por meio desta, expressar a minha indignação com o Hospital Santa Virgínia, localizado na Rua Celso Garcia, 2294. Esse lugar, que se diz hospital, não passa de um estabelecimento que desrespeita completamente os pacientes que o procuram e não possui funcionários capacitados para lidar com a preciosidade que é a vida.
Dia 02/02/2010, uma terça feira, após passar mal durante o dia, resolvi ir a emergência desse hospital. Demorei a tomar a decisão, pois sou mãe de um bebê de 8 meses que, por ser alérgico ao leite de vaca, ainda amamenta. Não queria levá-lo a um hospital, pois, como é de conhecimento público, é um lugar mais propício a infecções.
Infelizmente, por amamentar, não posso ficar muito tempo longe do meu filho, então, à noite resolvi ir à emergência com meu marido e filho, meus pais nos acompanharam para ajudar com o bebê. Chegamos ao hospital às 22 horas e 24 minutos, saímos às 23 horas e 14 minutos sem, ao menos, fazer a ficha cadastral, anterior a triagem. O hospital contava com apenas 2 funcionários para fazer a ficha, sendo que um dos funcionários, a senhora Claudia, apenas ficava ao telefone.
Ao chegar ao hospital peguei uma senha e aguardei me chamarem para fazer a ficha. O hospital não estava cheio. Quando eu já estava a 40 minutos esperando, apenas 3 pessoas haviam sido chamadas para fazer a ficha. Como eu estava com muita dor abdominal, e muito preocupada com o horário de mamada do meu filho, fui informar a senhora Claudia, atendente do local, que eu era lactante e estava com um bebê. Ela me respondeu que não poderia fazer nada e eu deveria aguardar. Apesar de ela estar indo contra a LEI 10.048 de 08 de dezembro de 2000, que diz que lactantes e pessoas portadoras de crianças de colo tem atendimento preferencial, (“Art. 1o As pessoas portadoras de deficiência, os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, as gestantes, as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo terão atendimento prioritário, nos termos desta Lei”), aguardei chamarem a minha senha.
Com quase uma hora de espera fui chamada para fazer a ficha cadastral, sem passar por nenhuma triagem.
Enquanto eu estava fazendo o cadastro a senhora Claudia atendeu ao telefone, percebi ser sua supervisora. Ela explicou a sua superior que os pacientes estavam reclamando do atendimento e tinha até gente inventando que era lactante para passar na frente.
Ora, a pessoa que disse que era lactante fui eu. E não estava inventando, eu estava com uma bebê de 8 meses exposto as doenças do local. Sendo acusada de mentirosa, mesmo estando com um bebê, foi o suficiente para eu perder a paciência e discutir com a funcionária. O argumento utilizado pela senhora Claudia foi que eu dissera que era lactante, ora, teria ela algum tipo de deficiência intelectual e não sabia que lactantes são mulheres que amamentam? Ou ela simplesmente se acha acima de uma Lei Federal?
A Lei é clara, lactante têm atendimento preferencial, estando ou não com o seu bebê. No meu caso, alem de lactante eu estava com meu bebê.
Pergunto-me como um hospital contrata uma pessoa totalmente despreparada que não sabe o significado de “lactante”, ou mesmo, que descumpre uma lei federal. Um funcionário é a imagem da empresa que trabalha. Ela era a representante e a imagem do hospital naquele momento, assim passou a imagem de que o hospital não apenas ignora a Lei de Atendimento Prioritário, mas também o respeito com todos os pacientes que estavam lá aguardando por atendimento.
Sua supervisora ainda se desculpou com meu marido, mas não acredito caber uma desculpa, pois ela infringiu uma lei. O atendimento preferencial não é uma norma do hospital, é uma Lei que deve ser seguida e cabe punição.
Fico impressionada com esse hospital, em sua página inicial do site tem os seguintes dizeres:
“O Hospital Santa Virgínia, prezando pelo avanço tecnológico e qualidade de seus serviços , disponibiliza seus equipamentos para o CDI.” [...] “Os cuidados com a saúde começam com um bom DIAGNÓSTICO”.

No intervalo de tempo em que estive lá não vi preocupação nenhuma com qualidade de serviço, principalmente com a vida das pessoas em questão. Como falar em diagnóstico, se as pessoas tem que esperar por uma hora para fazer ficha cadastral e só então ir para triagem. Um hospital que não só mostrou despreparo, mas também um grande desrespeito com a vida humana.
Deixo aqui registrado que tenho os recibos do estacionamento com horário de entrada e saída, assim como uma comprovante do hospital do horário em que estive no local. Lembrando que não fui atendida, nesse estabelecimento. Tive que me dirigir a outro hospital, esse sim tratando a todos com DIGNIDADE, para que eu fosse atendida e medicada.

3 comentários:

Pammy disse...

è foda né.
Eu fico indignada com esse tipo de coisa
e acho que vc está certissima em denunciar e isso pede muito mais boca a boca tb para que não aconteça de novo, posso linkar lá no blog?
bjks

Ianina disse...

Faz a denúncia correspondente, não deixe isto passar. Que não fique só na indignação e assim evitaremos que estas coisas aconteçam. Vivi uma situação parecida aqui no Brasil e acho que não deixei nem uma pessoa sem saber sobre o que tinha acontecido! Beijos!

Irene Dóres disse...

Você fez muito bem em fazer uma carta pública contra esse hospital e essa atendente incompetente, porque no Brasil as leis só são parcialmente cumpridas se a gente entrar na justiça para cobrar respeito.
Aconteceu a mesma coisa aqui em Valença Bahia com minha filha que está lactante ontem dia 29/04/2010, ao procurar o médico a atendente que lá se encontrava se recusou a encaminhá-la ao referido médico,alegando que ela tinha que esperar até chegar avez dela. Eu ia entrar na sla pra falara com o médico, mas a secretária dele chegou e resolveu o problema. Só que quando retornar para ele vou levar essa lei mostrar para a má atendente e para o médico também. Ainda estou pensando se faço uma queixa formal contra ela na adm. do hospital, porque queira ela ou não, a lei tem que ser cumprida. E eu sou uma das pessoas que gostam da justiça.

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